Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Decisão da Justiça não interfere na CPI de Sto. André

A anulação, pelo Tribunal de Justiça (TJ), da denúncia do Ministério Público sobre aexistência de uma rede de propina para campanhas do PT, não vai alterar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Santo André, criada para investigar o caso, segundo informou nesta terça-feira o presidente da comissão, vereador Antonio Leite (PT). ?Para nós isso não altera em nada, somos um órgão autônomo?,afirmou.?Eu penso que temos um trabalho e vamos concluí-lo, porque é um processo diferente?, disse o vereador. ?Se ele for de utilidade para o MP, teremos cumprido a nossa missão?, completou.Leite ressalvou, porém, que vai consultar a assessoria jurídica da Câmara para verificarse a decisão do TJ acarreta algum impedimento ao andamento da CPI, uma vez que ela foi aberta com base na denúcia apresentada pela promotoria e por notícias publicadas na imprensa.?Vou verificar com a assessoria, mas para mim ela (a decisão) não interfere.? Segundo o parlamentar, continua marcado para o dia 13 o depoimento do empresário Luiz Alberto Ângelo Gabrilli Filho. Ele é dono das empresas de ÔnibusExpresso Guarará e Viação São José e foi um dos principais denunciantes do suposto esquema.Nesta terça-feira, Leite, acompanhado do relator da comissão, Donizeti Pereira (PV), e dovereador Donizete Ferreira (PDT), fizeram uma ?diligência? na sede da Viação NovaSanto André, do empresário Ronan Maria Pinto, um dos principais acusados pelo MP.O objetivo principal era verificar a contabilidade. No entanto, Leite disse que os livros da empresa relativos aos anos de 1999, 2000 e 2001 ?não estavam lá?, pois, sempre deacordo com o vereador, foram requisitados pela Receita Federal.Mais uma vez, os vereadores Osvaldo Moura (PMDB) e Carlos Ferreira (PSB), também membros da CPI,deixaram de ir a uma diligência, a exemplo do que já havia ocorrido há duas semanas em uma visita à Expresso Guarará.Leite afirmou que deverá retornar a Nova Santo André na sexta-feira para continuar o trabalho. ?Nós não conseguimos investigar nada porque os livros estavam na Receita?,declarou.O fim dos trabalhos da CPI está marcado para o dia 18, mas já foi prorrogado várias vezes. Programada orginalmente para durar 30 dias, ela se arrasta por cinco meses e poderá só terminar no próximo ano.?Eu pedi para o relator informar se ele terá condições para entregar o relatório no dia 18. Se não tiver, poderemos pedir umaprorrogação até o recesso parlamentar, então o prazo se interrompe e começa a contarnovamente após o recesso?, disse Leite.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.