Decisão de congelar obras no Campo de Marte foi política

Presidente da Infraero admite que críticas do prefeito Gilberto Kassab ao projeto levaram governo a recuar

Christiane Samarco, O Estadao de S.Paulo

13 de setembro de 2008 | 00h00

Foi política a decisão de suspender as obras do plano de expansão e melhoria do Aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. Diante das críticas do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que além de questionar a ampliação de um aeroporto que fica dentro da cidade reclamou por não ter sido consultado sobre o projeto, o Ministério da Defesa e a Infraero decidiram "reavaliar" a reforma, para evitar que as obras se transformem em polêmica de campanha eleitoral. Ao tomar conhecimento das queixas públicas do prefeito, o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, procurou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, com uma proposta: suspender a execução do projeto já previsto no Programa Geral de Obras e Serviços de Engenharia (PGOSE) da empresa, a um custo de R$ 16 milhões. Gaudenzi e Jobim avaliaram, então, que somente a construção da nova torre de controle do aeroporto deveria ser mantida, para aperfeiçoar a segurança de vôo no terminal paulistano. "O ministro Jobim e eu entendemos que a torre é uma questão de segurança e não podemos brincar com isso, já que o Campo de Marte é um dos aeroportos mais movimentados do País", relata o presidente da Infraero. Gaudenzi explica que não se trata apenas de suspender as obras. Diz que o prefeito pediu para ver o projeto. Ele adiantou que não haverá dificuldade em discutir o assunto com Kassab.

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