Decoração de Natal vira "imagem de santa" no Recife

O surgimento de uma suposta imagem de Nossa Senhora, na manhã de hoje, no vidro de uma janela da enfermaria do Centro de Oncologia, no segundo andar do Hospital Oswaldo Cruz, no Recife, provocou um enorme tumulto no local. No início da tarde, porém, o mistério foi desfeito. Através da assessoria de imprensa da unidade de Saúde - que é vinculada a Universidade de Pernambuco - alguns funcionários antigos do Hospital afirmaram que as manchas, descobertas por uma paciente, seriam, na verdade, resquícios de decoração natalina, instalada no local há 16 anos. O ?fenômeno? foi percebido pela paciente Josefa Maria de Andrade, que se recupera de cirurgia para retirada de uma mama, por volta das 6h30. Minutos após ter notado as manchas - em forma de anjos, estrelas e uma imagem de Nossa Senhora - Josefa alertou as enfermeiras e outros pacientes. Entre os funcionários que confirmaram a existência de uma pintura natalina apagada no local está a funcionária da ouvidoria do hospital, Zélia Martiniano. Foi ela quem autorizou, em 1986, a pintura das janelas. De acordo com Zélia, as pinturas foram removidas logo após o Natal daquele ano, mas as manchas nunca saíram totalmente.TumultoA suposta aparição causou tumulto na unidade de saúde. A direção chegou a pedir reforço policial para impedir a invasão do local por pacientes de outras unidades, funcionários e curiosos que foram até o Oswaldo Cruz conferir o suposto milagre. O atendimento no Centro de Oncologia, que trata de pacientes com câncer, foi prejudicado pelo trânsito de pessoas no local. Alguns pacientes chegaram a passar mal diante da suposta aparição. "Fiquei muito emocionado. Estou me tratando de um câncer muito raro e fiz promessas para Nossa Senhora. Quando vi as imagens tive certeza de que ela irá me abençoar. Não importa de agora os funcionários dizem que foi por causa de uma decoração de Natal. Eu sei que esse foi o sinal que eu estava esperando", afirmou emocionada a costureira Dulce França, internada no local há 45 dias. No final da tarde, o clima voltou ao normal da unidade de saúde.

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