Decretada prisão de acusados de matar comerciante chinês

A Justiça do Rio decretou hoje a prisão preventiva de sete agentes penitenciários e mais três detentos que cumpriam pena no presídio Ary Franco, todos acusados de torturar e matar o comerciante chinês Chan Kim Chan g. O comerciante foi espancado e sofreu fratura de crânio, por se recusar a ser fotografado ao chegar à unidade prisional. O juiz em exercício da 19ª Vara Criminal da Capital, Moacir Pessoa de Araújo, decidiu não decretar a prisão de Élio Henriques Bandeira, outro detento, por entender que ele apenas mentiu em seu depoimento à polícia. Ele também modificou a cena do crime, a lterando aspectos da sala onde o chinês fora espancado, "visando a induzir em erro o perito criminal e o juiz do processo penal". O major PM Luís Gustavo Matias da Silva, que era diretor do presídio, foi denunciado pelo Ministério Público, mas não teve a prisão preventiva solicitada, já que ele é acusado apenas do crime de omissão. O interrogatório dos dez acusados já foi marcado pela Justiça para o próximo dia 10, às 13 horas. Em sua decisão, o juiz Moacir Pessoa de Araújo considerou necessária a prisão dos acusados, "não só como garantia da ordem pública, como também por conveniê ncia da instrução criminal". Para ele, "o crime de tortura causa séria repulsa e intranqüilidade na sociedade, principalmente, quando imputado a quem tem o dever e função de zelar pela segurança e manter ilesas pessoas que estejam sob a guarda e proteção do agente".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.