Decretada prisão de funcionários da Febem acusados de tortura

A prisão preventiva de 14 funcionários e ex-funcionários da Febem, da extinta unidade de Parelheiros, na zona sul de São Paulo, foi decretada hoje pela juíza Leila Lacaz, da 18ª Vara Criminal. Os nomes não foram divulgados. No mesmo despacho a juíza recebeu denúncia do promotor Alfonso Presti e instaurou ação penal por crime de tortura de adolescente e formação de quadrilha. Um dos monitores responderá também por tráfico de entorpecentes.A prisão foi decretada para "garantia da ordem pública" bem como assegurar a instrução do processo, pois um menor e um monitor, arrolados como testemunhas, estariam sendo ameaçados pelos réus. Dezenove adolescentes teriam sido torturados em Parelheiros, entre março e abril deste ano. Os maus-tratos são comprovados por laudos de exame de corpo de delito.As investigações começaram a 30 de abril, quando um grupo de promotores da Infância e da Juventude encontrou na coordenadoria uma sala equipada com instrumentos que seriam aplicados em sessões de torturas. A unidade da Febem de Parelheiros foi desativada em julho, por determinação judicial, após inúmeras denúncias de torturas e maus tratos.Desde a instalação, em 2000, onde funcionava um presídio, a unidade esteve no alvo de entidades de defesa de direitos humanos que consideravam inadequados por métodos empregados para reeducação e recuperação dos adolescentes.

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