Decretada prisão de nove acusados de depredar e furtar concessionária no Rio

Homens foram detidos em flagrante por depredações e saques durante protesto na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, zona oeste

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

24 Junho 2013 | 17h03

RIO - A Justiça do Rio decretou nesta segunda-feira, 24, a prisão preventiva dos nove homens presos em flagrante, na noite de sexta, 21, acusados de participação nos saques e depredações em uma concessionária de carros na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

O delegado titular da 32ª Delegacia de Polícia (Taquara), Antônio Ricardo, alegou em seu pedido à Justiça que a prisão preventiva era fundamental para garantir a ordem pública, já que o objetivo do grupo não era manifestar, mas promover furtos e vandalismo. Em depoimento na delegacia, alguns presos confessaram que a intenção deles era promover quebra-quebra e furtos enquanto ocorria a passeata.

Aleksandro Xavier da Conceição, de 26 anos; Alex Rosa da Conceição, de 18; Matheus Teixeira de Aguiar, de 18; Francisco de Assis Lemos da Silva, de 19; Alexander Menezes de Carvalho, de 19; Yuri de Melo Mota, de 20; Romário da Silva dos Santos, de 19; Jeferson Nilson Barbosa de Souza, de 25; e William Costa Sobral, de 21, foram indiciados e vão responder pelos crimes de formação de quadrilha, furto qualificado, dano ao patrimônio e corrupção de menores. Na ocasião, também foram apreendidos cinco menores de idade.

O bando foi preso enquanto caminhava pela Avenida Abelardo Bueno. Aleksandro da Conceição já tinha um mandado de prisão pendente por tráfico de drogas.

Prisão negada. Por outro lado, a Justiça negou o pedido de prisão temporária por cinco dias do administrador de empresas Gabriel Campos Pessoa de Mello, de 29 anos, por envolvimento na confusão na noite de quinta-feira (20), em frente ao prédio da Prefeitura do Rio.

O pedido de prisão foi feito no plantão judiciário, no início da madrugada de domingo, pelo delegado-adjunto da 5ª DP (Lapa), Antônio Bonfim. Foram anexadas ao pedido de prisão fotos que mostram Gabriel com uma barra de ferro na mão, em luta corporal com outros homens e também afrontando policiais militares a cavalo que faziam a proteção da sede da prefeitura.

O administrador foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de lesão corporal, ameaça, dano ao patrimônio, incitação ao crime e formação de quadrilha. Na noite de sábado, acompanhado de seis advogados, Gabriel prestou depoimento na 5ª DP e alegou que se envolveu em brigas para se defender.

Este foi o sétimo pedido de prisão temporária de cinco dias negado pela Justiça desde quarta-feira (19). A única prisão concedida foi a de Arthur dos Anjos Nunes, de 21 anos, por participação nos atos de vandalismo durante a manifestação da última segunda-feira (17) na Assembleia Legislativa. Ele foi indiciado por formação de quadrilha e dano ao patrimônio, depois de ser identificado pela polícia em imagens tentando invadir o prédio da Alerj.

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