Decretada prisão de suspeito de agredir moradores de rua em SP

O técnico de manutenção de escadas rolantes Sidney Souza de Oliveira, de 39 anos, que na noite de 20 de maio de 2003 tentou matar com pauladas na cabeça um mendigo que dormia em Guarulhos, teve hoje sua prisão novamente decretada, por unanimidade, pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Pelo modo como agiu, a suspeita é de que ele esteja envolvido nos recentes ataques contra moradores de rua no centro de São Paulo. Os atentados começaram pouco tempo após Sidney recuperar a liberdade, no último dia 28 de junho. Ele permaneceu preso um ano e dois meses no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. Para os desembargadores Segurado Braz (presidente) , Oliveira Ribeiro (relator), Junqueira Sangirardi e Luiz Pantaleão, "as coincidências são muitas". O procurador de Justiça Nelson Gertel, que insistiu na decretação da prisão, enviou cópia do processo ao Ministério Público, visando apurar eventual ligação entre Sidney e os ataques em série aos moradores de rua.Passado - Sidney foi preso em flagrante por três policiais militares às 23h45 de 20 de maio de 2003 quando tentava matar a pauladas o morador de rua Jair Domiciano Rodrigues, de 34 anos, que dormia em um banco na praça Força Pública, no centro de Guarulhos. Os policiais que passavam casualmente pelo local perseguiram-no e apreenderam a arma do crime no local. Autuado em flagrante no 1º DP de Guarulhos pelo delegado Geraldo Martin Maracajá,Sidney manteve-se em silêncio. Na Justiça, alegou que o mendigo tentou assaltá-lo. A vítima só foi ouvida no Hospital Padre Bento, onde foi internada, e depois desapareceu. Sidney responde a processo no Tribunal do Júri em Guarulhos por tentativa de morte duplamente qualificada, cuja pena varia de 8 a 20 anos de prisão. No último dia 28 de junho, por força de uma liminar concedida em habeas corpus pelo segundo vice presidente do TJ Gentil Leite, Sidney foi libertado, pois ainda não haviam sido ouvidas todas as testemunhas.

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