Decretada prisão de suspeitos no caso Banrisul; Yeda critica PF

Candidata à reeleição diz que a Polícia Civil deveria ter sido incluída na força-tarefa e vê uso político da investigação

Walmaro Paz, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2010 | 00h00

A Justiça gaúcha decretou ontem a prisão preventiva dos três suspeitos detidos quinta-feira pela Operação Mercari realizada por uma força-tarefa da Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Ministério Público de Contas. Eles são acusados do desvio de R$10 milhões da área de marketing do Banrisul nos últimos 18 meses.

Os três estavam com prisão temporária, mas como se recusaram a cooperar com a investigação, afirmando que somente falariam em juízo, tiveram decretada a prisão preventiva.

A governadora Yeda Crusius (PSDB), em entrevista como candidata à reeleição na TV, criticou ontem o superintendente da PF, Ildo Gasparetto, por não ter incluído a Polícia Civil gaúcha na força-tarefa. Ela insinuou que estaria sendo feito uso político da investigação. Ainda na quinta, em seu twitter, ela já havia criticado o superintendente: "Me trouxeram degravação da entrevista coletiva do Gasparetto. Ô Gasparetto, nestas alturas do jogo, comparar essa operação com a Rodin (que investigou fraudes no Detran gaúcho). Ressuscitar o que já está enterrado? Busque não confundir a cabeça das pessoas na sua posição de chefe da PF, instituição que respeitamos", afirmou ela.

TCE. Estão presos na Polícia Federal o superintendente de marketing do Banrisul Walney Fehlberg, o representante da agência de publicidade SLM Gilson Stork e o diretor da DCS Armando D"Elía Neto.

Segundo a Polícia Federal, o montante de dinheiro encontrado com os acusados chega a R$ 3,4 milhões. Só na sede da DCS estavam R$ 2.571.520,12, US$ 122.350, 20,8 mil euros e 4,5 mil libras esterlinas.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) informou que a inspeção no banco vai até o fim de setembro e depois tem um mês para elaborar um relatório. O TCE suspendeu pagamentos feitos pelo Banrisul às empresas sob investigação.

Apesar de aprovar as contas do governo gaúcho em 2009, o tribunal fez algumas ressalvas. Uma delas foi justamente sobre os gastos com publicidade pelas estatais, já que os valores superavam em 107% o total orçado inicialmente.

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