Defensora pública negocia saída de 30 crianças de prédio ocupado por grevistas na Bahia

Exército permitiu a entrada de água, alimentos e material de higiene levados por parentes dos grevistas

Agência Brasil,

07 Fevereiro 2012 | 14h37

SALVADOR - Defensora pública do estado da Bahia, Hélia Barbosa chegou neste momento à Assembleia Legislativa, onde estão os policiais grevistas, para tentar convencer os pais a permitir a saída de cerca de 30 crianças do prédio.

Segundo ela, ontem foi feita a mesma tentativa, no entanto, os pais não aceitaram a proposta, mesmo com uma liminar da Justiça determinando a retirada dos menores. Antes de entrar no prédio, ela conversou como o líder do movimento, Marcos Prisco. Ele confirmou a presença das 30 crianças e disse que o movimento não é contrário à saída delas, desde que tenham a anuência dos pais.

"Ele me garantiu que, caso os pais autorizem, o movimento não fará obstáculos para a saída das crianças. Aqui não é um local de proteção. As crianças estão vulneráveis não só no aspecto físico, mas também no psicológico."

Muitas delas, segundo a procuradora, relataram que estão com medo de ficar à noite no prédio, que teve o fornecimento de energia e água cortado.

Hoje, o Exército permitiu a entrada de água, alimentos e material de higiene levados por parentes dos grevistas.

A defensora disse ainda que tentará levar as crianças primeiramente para a casa delas, aos cuidados de parentes. Em caso de crianças cujos pais não tenham confiança em deixá-las com outras pessoas, os menores poderão ser encaminhados a abrigos.

Na noite de ontem, três crianças, duas meninas e um menino, conduzidas por um casal, saíram da Assembleia Legislativa. Mais tarde, três mulheres e cinco crianças, sendo uma de colo, também saíram do prédio.

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