Defensores de animais repudiam oferta de atirador de Realengo

Em carta, autor do massacre ofereceu a casa em que morava para instituições de proteção de animais

Agência Brasil,

08 Abril 2011 | 17h56

RIO - O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, órgão colegiado que agrega mais de 100 entidades de proteção animal de todos os estados brasileiros, repudiou nesta sexta-feira, 8, a oferta feita pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, autor do massacre ocorrido ontem na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio.

 

Em carta encontrada no local, Wellington, de 23 anos, disse que gostaria que a casa em que morava, em Sepetiba, fosse doada para instituições de proteção animal.

 

A presidente do fórum, Sonia Peralli Fonseca, afirmou que "qualquer entidade de proteção animal veria com horror essa possibilidade, vinda de um assassino que, covardemente, por doença ou seja por que motivo for, matou tantas crianças. Seria a maior impropriedade possível você receber uma doação com essa origem".

 

Para a entidade, que luta para proteger os animais, "principalmente quanto à crueldade impingida pelo ser humano", a oferta do atirador de Realengo "é impensável de receber".

 

Segundo Sonia Peralli, Wellington prestou um desserviço à causa da defesa animal, ao dizer que os animais são desprezados e abandonados e não têm a mesma capacidade que o ser humano, de se comunicar, trabalhar e conseguir o próprio sustento. Esse argumento foi usado por ele, na carta, para justificar a doação da casa a instituições de defesa animal.

 

Ela disse que as duas causas - a do cuidado com o ser humano carente e a do cuidado aos animais - são paralelas, uma não exclui a outra.

 

Em nota divulgada à imprensa, o fórum lastima todo e qualquer derramamento de sangue e, sobretudo, a perda de vidas inocentes. "Desejamos ardentemente que os pais e familiares das crianças feridas e assassinadas encontrem algum consolo nesta hora de dor imensurável".

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