Defensoria pública quer retirar funcionários de Bangu 3

A Defensoria Pública ameaça retirar, até o fim da semana, seus representantes que atuam no presídiode segurança máxima Bangu 3, no Complexo Penitenciário de Bangu. Os profissionais alegam ?total falta de condições desegurança? para trabalhar depois que presos de facções rivais foram reunidos na unidade, no fim de abril. Eles estão separados por uma chapa de aço.Coordenador do Núcleo de Assistência Penitenciária da Defensoria Pública, Eduardo Gomes disse que os defensores passaram a trabalhar trancados numa sala sem mesa, cadeira ou ventilador, e só podem deixar o local depois de chamarem agentes penitenciários. ?Os defensores estão muito vulneráveis. No caso de uma rebelião, eles serão os primeiros a serem tomados como reféns?, acredita Gomes, que vai se reunir com o Defensor Geral do Estado, Marcelo Bustamante, para expor o problema e decidir sobre a retirada dos profissionais.Bangu 3 tem hoje 896 presos, metade ligado ao Comando Vermelho e a outra metade, tranferida de Bangu 2, ao TerceiroComando. A unidade foi reformada para receber os presos de facções rivais e uma chapa de aço foi instalada para separar as galerias. A iniciativa faz parte da estratégia da secretaria para reduzir o poder das facões nos presídios do Estado.

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