Defesa ainda não deu informações sobre reunião do Conac

Entre as medidas de curto e médio prazos, uma promete provocar polêmica: o governo quer que a Anac e a Infraero imponham uma redução do número de vôos em Congonhas

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

20 Julho 2007 | 15h54

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, foi o único dos integrantes do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), até o momento, a entrar pela porta principal do Ministério da Defesa para participar da reunião que deve definir medidas de emergência contra a crise do setor aéreo. O início da reunião estava marcado para as 15 horas, mas não se sabe, por enquanto, se outros ministros que participarão do encontro entraram ou não pela garagem privativa, porque a Assessoria de Imprensa do Ministério não deu nenhuma informação a respeito.   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comandaria a reunião, não vai participar. Ele participou na manhã desta sexta-feira, 20, no Palácio do Planalto, de encontros preparatórios. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, assumiu a tarefa de comandar a reunião do Conac.   Entre as medidas de curto e médio prazos, uma promete provocar polêmica: o governo quer que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Infraero imponham uma redução do número de vôos em Congonhas dos atuais 44 por hora para, no máximo, 36 por hora. Os demais vôos, da chamada aviação geral, seriam transferidos para os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Viracopos, em Campinas.   Se o Planalto conseguir arrancar essa decisão da reunião do Conac, significará uma derrota para a Anac, que nunca conseguiu impor essas medidas, defendidas por parte de sua diretoria e pela Infraero. Mais: Lula poderá comprar uma briga com as companhias aéreas.   Na lista das sugestões em estudo na noite desta quinta-feira, 19, havia outra que prometia causar protesto por parte das empresas aéreas: a redução dos vôos executivos (os chamados jatinhos), saindo de Congonhas.

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