Defesa ainda não pode atender pedido de Maia

O Ministério da Defesa não tem, por enquanto, como atender o pedido do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), de manter as tropas do Exército na cidade por 30 dias depois do carnaval. Legalmente, a solicitação teria de ser feita pela governadora do Rio, Rosinha Garotinho (PSB), disse uma autoridade da Defesa. Feito o pedido, os Ministérios da Defesa e da Justiça se reuniriam para apreciá-lo e estudar a viabilidade de seu atendimento.Por seu lado, as Forças Armadas esperam que a convocação seja encerrada na quarta-feira. Os 3 mil homens pedidos pela governadora encontram-se à disposição do Estado. Se houver a necessidade de esse período ser estendido, a Força terá que promover uma mobilização de soldados, porque encontra-se na fase de incorporação dos recrutas. Na quinta-feira, 61 mil soldados vão entrar nos quartéis de todo o Brasil. Eles não podem ainda ser empregados em qualquer tipo de operação porque não receberam nenhum tipo de treinamento. Por isso mesmo, todo o pessoal do Comando Militar do Leste (CML) está de sobreaviso, para o caso de alguma emergência.O presidente Lula está convencido de que, com a participação do Exército no policiamento das ruas durante o Carnaval, os bandidos se recolherão. Desde a segunda-feira, quando houve as primeiras ações criminosas, Lula achava que o simples anúncio da entrada do Exército nas ações ajudariam a conter a atividade criminosa e inibiria os bandidos, mas havia restrições à operação não só por parte do PT, partido do presidente, mas também dos militares.Apesar do poder dissuasório das Forças Armadas, durante todas as discussões sobre a entrada dos militares, havia uma grande preocupação do presidente com possíveis conseqüências, em caso de enfrentamento com os bandidos. Várias vezes se lembrou que o Exército não tem equipamento adequado e treinamento para atuar no policiamento normal, pois as instruções que recebem são para matar - no caso do combate ao crime organizado, sabe-se que inocentes podem ser atingidos.Veja o especial:

Agencia Estado,

02 de março de 2003 | 21h13

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