Defesa Civil de SP está pronta para calamidades, avalia coronel

O sistema de defesa civil paulista está equipado para enfrentar qualquer tipo de calamidade e prestar socorro à população afetada. A avaliação é do chefe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e da Casa Militar de São Paulo, coronel Olavo Sant´Anna. "Estamos preparados, tanto que temos um sistema de defesa civil há 25 anos. Depois dele, não há qualquer grande catástrofe que não tenha sido atendida. O nível do nosso sistema é de 1º mundo", disse. "Às vezes, temos capacidade de atuar até na prevenção de algumas situações."Segundo Sant´Anna, ao falar da necessidade de se montar um sistema de defesa preventivo, o ministro José Gregori (Justiça) "com certeza não estava falando de São Paulo". "O nosso é até modelo para outros Estados. Em julho último participamos de um congresso na Costa Rica, da Organização Mundial da Saúde (OMS) , para expor nossa experiência. A estrutura e forma de atuar são semelhantes ao sistema de defesa visto em Nova York", disse Sant´Anna, referindo-se ao trabalho realizado após o ataque terrorista em Nova York (EUA).A Defesa Civil estadual foi criada em 9 de fevereiro de 1976, depois de duas grandes tragédias na cidade de São Paulo - os incêndios dos edifícios Joelma, em fevereiro de 1974; e Andraus, em fevereiro de 1972. Até então, disse Sant´Anna, o trabalho de resgate e socorro era feito de forma descentralizada. "Temos uma estrutura de 35 pessoas, na administração e só. Mas trabalhamos integrados com todas as secretarias estaduais, efetivos e recursos que elas podem dispor para qualquer tipo de calamidade", disse Sant´Anna.A estrutura "virtual" da Defesa Civil, segundo ele, acaba por confundir quem vincula a atuação de uma entidade com a falta de um prédio-sede, equipamentos, funcionários etc. "Temos à disposição da Defesa Civil toda a estrutura do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Polícia Técnico-Científica, do Choque, da Cetesb, todos os recursos técnicos e humanos do Estado estão a nossa disposição, nós somos o órgão de integração do trabalho", disse Sant´Anna.Ele lembrou ainda que a Defesa paulista segue as normas da Agência Federal de Administração de Emergência, dos EUA. A Defesa Civil também dá cursos e treinamento - inclusive com simulações de casos de emergência - aos governos municipais, para que possam montar seus sistemas de defesa civil locais. Sant´Anna enfatiza, no entanto, a importância do trabalho conjunto. "Um problema de magnitude, como o que aconteceu nos EUA, é um problema de magnitude em qualquer país do mundo."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.