Defesa Civil libera 11 dos 27 imóveis interditados na região

Até o início da noite, já haviam sido reabertos 5 prédios comerciais na rua dos fundos do prédio da TAM Express

Rodrigo Pereira, O Estadao de S.Paulo

24 Julho 2007 | 00h00

A Defesa Civil autorizou ontem a reocupação de 11 dos 27 imóveis interditados na região do Aeroporto de Congonhas após o acidente do Airbus A320 da TAM, na terça-feira passada. Até o início da noite, cinco imóveis comerciais da Rua Baronesa de Bela Vista, paralela à Avenida Washington Luiz e localizada nos fundos do prédio da TAM Express, já estavam reabertos. O restaurante JK foi o primeiro a ser liberado, ainda pela manhã, e ao meio-dia já servia normalmente o almoço. A proprietária, Joana da Silva Alves, lamentou os dias parados e o salão praticamente vazio. "Tirei férias forçadas. Agora é retomar em câmera lenta, mas já é ótimo reabrir. Era desolador ver o meu boteco fechado", disse Joana, que está desde 1992 no bairro e há quatro anos no mesmo endereço. Ela contou que servia em média 190 clientes por dia - só atende no almoço -, mas ontem recebeu perto de 50 clientes. "Tinha muitos funcionários da TAM. Hoje mesmo veio um deles que eu não tinha tido notícia e um rapaz de um estacionamento. Abracei os dois emocionada. Foi um alívio." Jô, como é conhecida no bairro, disse ter conversado com alguns moradores que estão em hotéis porque tiveram as casas interditadas. "São na maioria idosos. Você vê que estão completamente perdidos, não sabem o que fazer." Quase em frente do restaurante, na esquina das Ruas Baronesa de Bela Vista e Barão de Suruí, Mário Clarindo e seu sócio, Armando dos Santos, organizavam a faxina do sobrado onde funciona a empresa deles, a All Brinde. "Tinha muita fuligem, hoje foi só limpeza", disse Santos. "Felizmente nós perdemos só o tempo e agora vamos correr atrás do prejuízo. Para muitos, foi a vida. Que tragédia terrível", disse Clarindo, que viu o acidente da sala de seu escritório. "Até hoje, estou pasmo. Não quero acreditar que aconteceu isso, mas infelizmente é um fato." A Defesa Civil informou que os outros imóveis interditados só serão liberados após uma solução de segurança para o prédio da TAM atingido - escoramento ou demolição do que restou.

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