Defesa Civil transfere moradores afetados pelas chuvas no AM

A enchente já atinge 38 dos 62 municípios do Amazonas e 20 mil famílias, segundo a Defesa Civil do Estado

Liege Albuquerque, de O Estado de S. Paulo,

04 de maio de 2009 | 18h28

A Defesa Civil do Amazonas está começando a transferir os moradores de duas cidades já completamente alagadas com a enchente dos rios do Estado. A enchente, que segundo a Defesa Civil já atinge principalmente 38 dos 62 municípios do Amazonas e 20 mil famílias, já alagou Barreirinha, a 328 quilômetros de Manaus, e Anamã, a 168 quilômetros.

 

De acordo com o comandante da Defesa Civil Estadual, coronel Roberto Rocha, as atividades escolares desses municípios estão suspensos há 15 dias. Moradores de Anamã estão sendo transferidos para Anori, a 40 quilômetros, cidade que também já sofre com as enchentes.

 

Já os moradores de Barreirinha, como não há municípios próximos, buscam abrigos em barcos e casas flutuantes ou em municípios a cerca de 150 quilômetros, como Parintins, também atingido pela enchente.

 

Nas ruas dos dois municípios, pessoas nadam sobre telhados. Na semana passada, segundo Rocha, dava para andar com a água pela cintura.

 

O governo estadual, neste fim de semana, distribuiu nos municípios de Guajará, a 1.645 quilômetros da capital e Manaquiri, a 120 quilômetros, 1,3 mil cartões magnéticos, com auxílio financeiro de R$ 300.

 

No dia 30 de abril, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) anunciou que as águas do rio Negro, que banha Manaus, devem atingir em média 29,60 metros em junho, quando termina o inverno na região e o período de chuvas. Segundo o CPRM, esta deverá ser a terceira maior cheia dos últimos 50 anos no Amazonas. Perderia apenas para a primeira, em 1953, quando o pico da cheia do rio ficou em 29,69 metros e da segunda, em 1976, quando o Negro alcançou 29,61 metros.

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