Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

AO VIVO

Acompanhe notícias do coronavírus em tempo real

Defesa Civil vê risco de desabamento interno e mantém Museu Nacional interditado

Técnicos do órgão fazem vistoria no local; na área externa, não há risco iminente

O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2018 | 14h10
Atualizado 04 de setembro de 2018 | 12h33

RIO - A Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil do município do Rio informou nesta segunda-feira, 3, que mantém interditado o prédio do Museu Nacional após o incêndio ocorrido na noite do domingo, 2. Técnicos do  órgão fizeram nova vistoria no local e verificaram que existe grande risco de desabamento interno.

Podem desabar trechos remanescentes de lajes, parte do telhado e paredes divisórias. Na área externa, não há risco iminente, mas há problemas pontuais, como possível queda de revestimento, adornos e estátuas, o que provocou isolamento das fachadas.

A Defesa Civil mantém, desde a noite de domingo, uma base avançada na Quinta da Boa Vista. Cinco técnicos participaram, ao longo da noite e madrugada, das ações de combate ao fogo e rescaldo junto ao Corpo de Bombeiros e demais órgãos. Até o fim da tarde desta segunda, bombeiros mantinham o trabalho de rescaldo do incêndio, ainda sem previsão para ser encerrado. 

O incêndio de grandes proporções destruiu o acervo do Museu Nacional, na zona norte do Rio, na noite deste domingo, 2. O fogo começou por volta das 19h30 e durou até por volta de 2 horas da manhã desta segunda-feira, 3. Após o exaustivo combate às chamas, prejudicado pela falta de água nos hidrantes da instituição, iniciou-se ainda na madrugada o trabalho de rescaldo.

Apuração

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, afirmou que o incêndio do Museu Nacional é uma "tragédia incomensurável". Ao Estado, ele afirmou que há duas possibilidades sobre as causas do incêndio em investigação: o fogo pode ter sido causado por um balão ou por um curto-circuito. A Polícia Federal já entrou nas investigações.

"Parece que o fogo começou por cima, no alto, e foi descendo. O Museu Nacional já estava fechado (na hora do fogo), a brigada de incêndio não estava mais lá e havia apenas quatro vigias. Como o fogo começou em cima e na parte de trás, os vigias demoraram para perceber o incêndio. Quando perceberam, já não era mais possível que fizessem alguma coisa", lamentou Leitão, mais cedo, na Rádio Eldorado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.