Defesa da deputada ganha tempo para esfriar o caso

A defesa da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) aposta no esfriamento do caso para salvar o mandato da parlamentar. A estratégia é atrasar ao máximo o julgamento no Conselho de Ética e no plenário para aumentar os apoios na Câmara.

, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

Flagrada ao lado do marido, Manoel Neto, em vídeo de 2006 recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, Jaqueline usa como principal tese de defesa o argumento de que ainda não era deputada na época. A intenção é espalhar um temor de que sua condenação poderia abrir a possibilidade de que outros parlamentares sejam processados por casos anteriores ao mandato.

Tentando ganhar tempo, a defesa da deputada decidiu usar todo o prazo que dispõe para entregar sua manifestação sobre o processo. Esse prazo deve expirar na próxima semana. Além disso, os advogados de Jaqueline vão pedir que mais testemunhas sejam ouvidas.

Até agora, o Conselho ouviu apenas funcionários do gabinete da parlamentar. Barbosa, Neto e a própria deputada recusaram convite para comparecer à comissão e falar sobre o vídeo.

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