Arquidiocese Católica de Adelaide
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Defesa de arcebispo acusado de ocultar pedofilia alega Alzheimer

Philip Wilson é o mais alto membro da Igreja a ser processado por esconder casos de abuso; julgamento na Austrália foi adiado

O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2017 | 16h50

SYDNEY - A defesa do arcebispo de Adelaide, Philip Wilson, 67 anos, o mais alto membro da Igreja Católica a ser processado por ocultação de crimes de pedofilia, afirmou que o prelado sofre de Mal de Alzheimer e tem "dificuldades cognitivas".

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O julgamento deveria ter sido iniciado na última terça-feira, 28, no Tribunal de Newcastle, no sudeste da Austrália, mas a Corte decidiu adiar a audiência para que um neuropsicólogo certifique se Wilson é capaz de entender o processo contra si.   

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A próxima sessão está marcada para a próxima quarta-feira, 6, mas, se o arcebispo for julgado incapaz, o caso só deve voltar a ser analisado em 2018. Recentemente, o prelado também colocou um marca-passo.

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Segundo a acusação, Wilson recebeu, entre 2004 e 2006, informações de que um padre de Newcastle, James Fletcher, morto tempos depois, havia abusado sexualmente de um menino de 10 anos em 1971. A denúncia poderia levar à abertura de um processo contra o sacerdote, mas o arcebispo não informou à polícia.

Se condenado, Wilson pode pegar até dois anos de cadeia. De acordo com a defesa, as investigações comprovaram apenas que ele escutou as acusações de abuso, mas não que ele havia acreditado nelas. /ANSA

 

 

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