Defesa de marido e sogro de turista morta pede habeas corpus

Para advogado, prisão é desnecessária pois acusados não representam risco ou impedimento às investigações

Angela Lacerda, da Agência Estado ,

24 de fevereiro de 2010 | 18h02

Sob o argumento de que a prisão do marido e sogro da turista alemã assassinada em Pernambuco, no dia 17, não compromete a investigação policial, o advogado Célio Avelino deu entrada, na tarde desta quarta-feria, 24, a um pedido de habeas corpus para libertar Pablo Tonelli e Ferdinando Tonelli. Os dois foram presos nesta terça-feira, 23, como suspeitos na morte de Jennifer Marion Nadja Kokler, de 22 anos.

 

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De acordo com o escritório de Avelino, não se trata, neste momento, de discutir a inocência ou culpa dos Tonelli. "Não há necessidade da prisão, eles não fugiram, não representam risco ou impedimento às investigações", afirmou Pedro Avelino, associado do escritório. O habeas corpus, com pedido de liminar, deverá ser julgado amanhã, 25, pelo juiz da segunda vara criminal, Antonio de Melo e Lima. A polícia civil não comentou o fato.

 

Os mandados de prisão temporária - por até 30 dias - foram expedidos pela juíza Marinês Marques Viana, do município metropolitano de São Lourenço da Mata, onde ocorreu o crime. Segundo Pablo e Ferdinando, Jennifer foi assassinada depois de um assalto ao carro onde eles se encontravam. Ela teria sido levada porque começou a gritar. Os outros - Pablo, sua mãe Delma Freire de Medeiros e o pai adotivo, Ferdinando - teriam sido deixados em um lugar deserto, onde tiveram celulares e dinheiro roubados.

 

O corpo de Jennifer foi encontrado na madrugada do dia seguinte, quarta-feira de cinzas, com quatro tiros no tórax. O carro, alugado, foi deixado próximo à delegacia de São Lourenço. Equipado com GPS, indicou um trajeto diferente ao relatado pela família. A polícia trabalha com as possibilidades de crime passional e envolvimento com tráfico de drogas.

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