Defesa de Suzane pede habeas-corpus no STF

A defesa de Suzane von Richthofen entrou nesta segunda-feira, 3, com um pedido de habeas-corpus, no Supremo Tribunal Federal (STF), para que ela aguarde em liberdade o julgamento, marcado para o dia 17. Acusada pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, Suzane está recolhida no Centro de Ressocialização de Rio Claro, no interior de São Paulo.Segundo os advogados Mário Sérgio de Oliveira e Mauro Otávio Nacif, não há motivos para manter a jovem presa porque ela não vai fugir e tem colaborado com a Justiça. Pedidos de liberdade para Suzane já foram negados pelo Tribunal de Justiça (TJ) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STF).O pedido foi impetrado contra decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que mandou Suzane de volta à prisão, na quinta-feira, 29. Para os advogados, "o restabelecimento da liberdade da paciente torna-se imperioso diante da insustentável hipótese de provável fuga, sem qualquer demonstração de indício ou prova disso".A defesa alega que, em liberdade, Suzane "respondeu a todas as expectativas sociais de um comportamento ajustado e aderente às normas jurídicas". E sustenta que ela nunca se recusou e nem se omitiu a comparecer a juízo, "até mesmo na circunstância absolutamente constrangedora de ser presa".De acordo com os advogados, mesmo conhecendo o decreto de prisão, Suzane não fugiu. "Ao contrário, além de tomar ciência em cartório do libelo, apresentou-se espontaneamente para ser presa assim que tomou conhecimento da decretação da custódia e da revogação da prisão domiciliar."A defesa de Suzane ressalta que "a repercussão do crime ou clamor social não são justificativas legais para a prisão preventiva".JúriSuzane, seu ex-namorado Daniel e o irmão dele, Cristian Cravinhos, confessaram ter matado os pais dela, Marísia e Manfred von Richthofen, a golpes de barra de ferro, na casa em que a família vivia, em outubro de 2002.Os três foram denunciados pelo Ministério Público por crime de duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas.O julgamento dos três estava marcado para 5 de junho e foi adiado, na ocasião, para 17 de julho, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.

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