Defesa de Suzane recorre na segunda; advogado sai do caso

A defesa de Suzane von Richthofen, de 22 anos, resolveu entrar na segunda-feira - e não nesta sexta-feira, 30 - com um habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo para que ela aguarde em liberdade o julgamento pelo assassinato de seus pais, marcado para 17 de julho. Segundo o advogado Mauro Otávio Nacif, que comanda a defesa, "o voto do ministro Nilson Naves demorou para chegar". Foi Naves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), quem concedeu liminar, em maio, para Suzane ficar em prisão domiciliar. No julgamento de mérito do habeas-corpus, ele votou pela liberação da jovem.No início da semana que vem, a defesa deve entrar com outro habeas-corpus, desta vez no Tribunal de Justiça. O objetivo é garantir, antecipadamente, que o julgamento de Suzane e dos irmãos Daniel e Christian Cravinhos seja feito em dias diferentes. "Não queremos júri junto", disse o advogado. O juiz do caso, Alberto Anderson Filho, disse já ter negado o pedido. "Ele ainda não despachou oficialmente. Se despachar, ótimo. Mas, mesmo se não despachar, recorreremos ao TJ porque o fato é público e notório, ele falou à imprensa", afirmou Nacif.O advogado Mário de Oliveira Filho anunciou hoje sua saída do caso, masSuzane recorre segunda; advogado sai do caso não quis revelar o motivo. Desde que assumiu a defesa de Suzane, ele discordou de algumas posições do irmão, Mário Sérgio de Oliveira, que também atua no caso, e de Denivaldo Barni, protetor da jovem. Ao contrário dos dois, por exemplo, Oliveira Filho se declarou favorável à transmissão do júri pela televisão.PrisãoNesta quinta-feira, 29, o Superior Tribunal de Justiça negou pedido de habeas-corpus de Suzane, cassando a liminar concedida anteriormente pelo relator, ministro Nilson Naves, que concedeu a prisão domiciliar à jovem, que voltou para o Centro de Ressocialização Feminino (CR) de Rio Claro.Na terça-feira, 27, o juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri da capital paulista, autorizou que Suzane cumprisse a prisão domiciliar em outro endereço e a jovem voltou para a casa de seu advogado e tutor, Denivaldo Barni. Até terça, ela estava num apartamento na Aclimação, zona sul de São Paulo. JúriSuzane, seu ex-namorado Daniel e o irmão dele, Cristian Cravinhos, confessaram ter matado os pais dela, Marísia e Manfred von Richthofen, a golpes de barra de ferro, na casa em que a família vivia, em outubro de 2002.Os três foram denunciados pelo Ministério Público por crime de duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas.O julgamento dos três estava marcado para 5 de junho e foi adiado, na ocasião, para 17 de julho, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.

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