Defesa e acusação debatem no julgamento do caso Liana

Terminou por volta das 12h50 desta quarta-feira, na Câmara Municipal de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, a leitura das peças do processo no julgamento de três dos cinco envolvidos no assassinato do casal Liana Friedenbach, de 16 anos, e Felippe Café, de 19, ocorrido há três anos no município.De acordo com informações da Rádio Eldorado AM, o segundo dia de julgamento foi interrompido para o almoço, que deve durar uma hora. A próxima etapa é o debate entre a defesa e a acusação. Os promotores de acusação e os advogados terão três horas para se apresentarem. No entanto, as duas partes não precisam necessariamente usar todo o tempo. A sentença pode sair ainda hoje, mas vai depender do andamento do debate.AcusadosEstão sendo julgados Agnaldo Pires, Antonio Matias de Barros e Antonio Caetano da Silva, três dos cinco acusados pela morte dos namorados. Pires é julgado sob a acusação de um estupro, Silva, o Tonho Véio, por três estupros e dois cárceres privados, e Barros, o Antonio Nojento, por cárcere privado, porte ilegal de arma e favorecimento pessoal - ele teria escondido uma das armas usadas no crime.O julgamento não contou com a presença do suposto mentor do crime, R.A.A.C., o Champinha, de 19 anos, como testemunha conforme chegou a ser cogitado. Ele é acusado de ter matado Liana. Como na época tinha 16 anos, Champinha não está sendo julgado: cumpre medida socioeducativa na Febem e deverá estar de volta às ruas em novembro, livre de responsabilidades, de acordo com a lei brasileira. Também não foi julgado o quarto envolvido no bárbaro assassinato: Paulo César da Silva Marques, o Pernambuco, acusado de ter matado Felippe com um tiro de espingarda de chumbo na nuca. Seu advogado entrou com recurso e ele será julgado em outra data.O crimeLiana e Felipe desapareceram no dia 31 de outubro de 2003. Eles acampavam em uma região isolada de Embu-Guaçu quando foram seqüestrados e mantidos em um sítio. Felipe Caffé, com 19 anos na época, foi morto por Pernambuco dois dias depois, com um tiro na nuca.Liana, com 16, foi violentada por todos os réus e pelo adolescente e morta a facadas cinco dias após o seqüestro. Os corpos do casal só seriam encontrados no dia 10 de novembro de 2003.

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