Defesa pedirá habeas-corpus para Suzane

Os advogados de defesa de Suzane von Richthofen, ré confessa do assassinato dos pais, Manfred e Marísia, entrarão nesta segunda-feira com pedido de habeas-corpus para tentar garantir que a jovem, de 22 anos, possa aguardar o julgamento em liberdade. O recurso deve ser analisado pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. "Estamos confiantes. Ela será solta. Acreditamos na postura do juiz, que vai se pautar pelas leis e não pelo clamor e paixão populares que tomaram conta do caso", disse Mário Oliveira Filho, um dos advogados que atuam no processo.Suzane voltou para a cadeia há uma semana, quando teve prisão preventiva decretada novamente pela Justiça, depois de passar quase 10 meses em liberdade. Na quinta-feira, foi transferida, por motivo de segurança, da Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte, para o Centro de Ressocialização (CR) Feminina de Rio Claro, a 180 km da capital. Embora a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) tenha mantido sigilo, uma autoridade confirmou que a ré está em Rio Claro, com mais 115 presidiárias.O advogado Oliveira Filho passou parte do domingo redigindo o recurso. Segundo ele, o pedido de habeas-corpus será fundamentado em falta de motivação legal para a prisão. O advogado lembrou o artigo 312 do Código Penal, que prevê detenção para réus, antes do julgamento, nos seguintes casos: quando há ameaça a testemunha, indício de fuga, risco às provas e ao andamento do processo. "Suzane não se enquadra nisso. O juiz que decretou a prisão imaginou que havia ameaças a Andreas (irmão de Suzane, com quem ela disputa a herança), mas não menciona prova de que a situação fosse real. E não há indício de que ela fosse fugir, pois ficou quase 10 meses livre, quieta, na dela."A defesa de Suzane também vai processar a Rede Globo, em razão da entrevista divulgada no "Fantástico" dia 9. Os advogados exigem direito de resposta, vão entrar com ação indenizatória e representação criminal junto ao MP, alegando interceptação ilegal de comunicação. A reportagem não localizou ninguém neste domingo, na Central Globo de Comunicação, para comentar o caso.

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