Defesa quer que sargento preste novo depoimento à polícia

Walmar Flávio de Jesus disse que seu cliente foi ouvido na segunda sem a presença de um advogado

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2008 | 17h22

O advogado Walmar Flávio de Jesus, que defende o sargento Leandro Maia Bueno, um dos acusados de envolvimento na morte de três moradores do Morro da Providência entregues a traficantes de uma favela rival, disse que vai solicitar que o delegado Ricardo Dominguez ouça novamente seu cliente. Segundo o advogado, Maia foi ouvido na segunda-feira sem a presença de um advogado de defesa.   Veja também: Câmara quer que Jobim explique morte de jovens no Rio Lula defende reparação para famílias das vítimas Jobim descarta saída imediata do Exército de morro Defensor quer que Forças Armadas deixem favela Militares culpam tenente por mortes no Rio Opine: o Exército pode cuidar da segurança pública?    Segundo ele, o sargento quer explicar o gesto de erguer os braços ao se deparar com traficantes no morro da Mineira, que teria sido mal interpretado pelo delegado. "Foi um gesto de um militar que está se defendendo. Ele levantou os braços com quem diz 'não atire que não viemos atrás de confronto' e não como que queria negociar com os criminosos", disse. Walmar afirmou ainda que o sargento não sabia que os rapazes seriam levados para a Mineira, tanto que aconselhou aos parentes dos jovens a aguardarem o retorno deles no quartel do Santo Cristo, para onde foram levados depois de serem presos por desacato.

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