Definição de 3º aeroporto de SP ocorrerá até 2009, diz Jobim

Segundo ministro, obras em Congonhas e Cumbica devem atender demanda até a construção do projeto

Isabel Sobral, da Agência Estado,

21 de janeiro de 2008 | 15h24

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta segunda-feira, 21, que a definição sobre o local de construção e elaboração do projeto do terceiro aeroporto da grande São Paulo deverá ocorrer até junho de 2009. Segundo ele, obras de ampliação de Guarulhos e mudanças no aeroporto de Congonhas deverão atender ao crescimento da demanda na região até a construção do terceiro aeroporto. Veja também:Conac afrouxa plano de segurança pós-acidente de Congonhas "Essa é uma obra de longo prazo, já que a partir de uma definição política da construção, ainda serão necessários de cinco a seis anos de obras para que ele entre operação", comentou o ministro. Jobim anunciou nesta tarde um conjunto de obras e medidas para ampliar a capacidade dos aeroportos da grande São Paulo até a construção do terceiro aeroporto na região. Inicialmente, o governo pretende realizar obras para elevar a capacidade do aeroporto de Guarulhos, de 45 movimentos (pousos ou decolagens) por hora para 54 movimentos/hora.  Segundo Jobim, serão feitas mudanças nos atuais dois terminais de passageiros de Guarulhos, que serão reconfigurados, com alterações nas áreas de check-in, da Polícia Federal, Receita Federal e também no terminal de cargas. Jobim anunciou ainda que serão feitas obras nas pistas, com a construção de saídas rápidas e também ampliação dos pátios de estacionamento. Segundo o ministro, a idéia é criar pelo menos mais 17 posições de estacionamento. A médio prazo, o governo pretende construir os terminais 3 e 4 Guarulhos, ampliando a capacidade dos atuais 17 milhões de passageiros por ano para 29 milhões. "Os recursos para as obras do terminal 3 já estão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", disse Jobim. A construção da terceira pista de Guarulhos foi descartada pelo ministro. Ele acrescentou que todos os estudos mostraram que a construção da terceira pista seria uma obra antieconômica por causa do grande impacto de ordem social, financeira e ambiental. Congonhas Jobim confirmou ainda que o aeroporto de Congonhas voltará a operar vôos com escalas e conexões a partir de 16 de março. Segundo ele, as alterações serão limitadas à capacidade operacional do aeroporto, que permite até 30 movimentos (pousos ou decolagens) por hora na aviação regular e até 4 movimentos/hora na aviação executiva. Jobim afirmou que está sendo feita uma flexibilização das normas restritivas adotadas em 20 de julho de 2007, logo após o acidente com o Airbus da TAM, com o objetivo de desafogar a malha aérea. Além disso, informou que as novas de tarifas de pouso do aeroporto de Congonhas entrarão em vigor em março, juntamente com as novas medidas de operação do aeroporto anunciadas nesta segunda. As taxas de pouso, segundo o ministro, deverão induzir as empresas a cumprir os horários previstos para as decolagens. Os aviões que ficarem até 45 minutos no solo, próximos às pontes de embarque e desembarque, não terão custo extra. A partir de 45 minutos, a tarifa de pouso subirá 1.000% para cada meia hora de atraso, podendo chegar a 16.000%.  Além das medidas para Guarulhos e Congonhas, Jobim lembrou que estão previstas ampliações no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Entre as obras estão a expansão do terminal de passageiros, a construção de mais pátios e uma nova pista de pousos e decolagens. "Ainda deveremos discutir com o governo de São Paulo melhorias no acesso a Viracopos", disse Jobim.

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