Deic monta força-tarefa para capturar seqüestradores

O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) montou uma força-tarefa para capturar os líderes das principais quadrilhas de seqüestradores de São Paulo. Vinte homens de quatro delegacias da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio estão recebendo informações da Divisão Anti-Seqüestro (Deas) com o objetivo de neutralizar a ação dos acusados de praticar o crime que mais cresce no Estado - foram 204 casos registrados pela polícia até 22 de outubro, enquanto no ano 2000 haviam sido 63 seqüestros.Dos sete alvos da força-tarefa criada pelo diretor do Deic, delegado Godofredo Bittencourt Filho, dois foram mortos ontem em tiroteio com a polícia: Alessandro Lima da Silva, o "Bingolau", líder da mais ativa e cruel quadrilha de seqüestradores do Estado, e Edson Silva Fraga, o "Dinho", um de seus principais companheiros. Bingolau e Dinho morreram no Guarujá, quando tentavam furar à bala, pela terceira vez em um mês, um cerco da Polícia Civil.O delegado Emydio Machado Neto, diretor da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio do Deic, relatou alguns exemplos da crueldade de "Bingolau": matou uma de suas vítimas, uma mulher deixou tetraplégica outra e cortou o dedo de um empresário que estava no cativeiro, para enviá-lo à família.Os dois acusados estavam num Corsa. O tiroteio com os homens da força-tarefa ocorreu às 16 horas, na Rodovia Piaçagüera-Guarujá. Com eles, os policiais apreenderam duas pistolas semi-automáticas. As investigações da polícia continuam para localizar os outros cinco alvos da força-tarefa. Para tanto, a polícia está contando com denúncias anônimas recebidas por telefone.

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