Ana Paula Niederauer
Ana Paula Niederauer

Deixar o Exército por longo período em favelas do Rio é dar 'férias aos bandidos', diz ministro

Em entrevista à TV Estadão, Raul Jungmann afirma que o policiamento militar tem custo altíssimo

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2017 | 12h42

SÃO PAULO - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse na manhã desta terça-feira, 17, que a permanência das Forças Armadas em comunidades do Rio de Janeiro  "não leva a resultados" (positivo). "Nós entendemos que deixar as Forças Armadas fazendo o policiamento por longos períodos em comunidades do Rio é dar férias aos bandidos".

Em entrevista à TV Estadão, o ministro afirmou ainda que o papel das Forças Armadas no Rio de Janeiro é de apoiar a demanda das polícias e da Segurança no Estado. "Nós fazemos o cerco, fazemos varreduras, atuamos na inteligência apoiando as ações das polícias, até porque são as polícias que recebem as ordens de prisão, as ordens de busca e apreensão, e nós atuamos no apoio", explicou.

Jungmann afirmou que o custo para manutenção das Forças Armadas nas comunidades do Rio de Janeiro "é altíssimo". Ele lembrou que, por R$400 milhões, o Exército passou um ano e meio na comunidade da Maré, no Rio, em 2015, e que quando saíram o crime voltou. "Quando nós estamos lá, eles (criminosos) se retraem, mas quando saímos, eles voltam. Isso é jogar dinheiro fora", disse.

Ainda de acordo com o ministro, o combate a criminalidade é feito através de ações de inteligência e as Forças Armadas não atacam a capacidade operacional do crime.

Veja a atuação do exército na favela da Rocinha

 

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