Delegacia de Homicídios vai investigar chacina em Benfica

A Delegacia de Homicídios vai abrir inquérito para investigar a chacina ocorrida no interior da Casa de Custódia de Benfica. Serão ouvidos inicialmente os agentes e Policiais Militares reformados que ficaram como reféns, bem como os presos. O Instituto Médico Legal (IML), juntamente com o Instituto Félix Pacheco está empenhado na tarefa de identificar cada um dos mortos. A determinação é do chefe da polícia civil, delegado Álvaro Lins. Para o coordenador do Núcleo de AssistênciaPenitenciária da Defensoria Pública, Eduardo Gomes, as mortes de 30 presos na rebelião da Casa de Custódia de Benfica foi ?o primeiro Carandiru da gestão Garotinho?. ?É uma tragédia sem precedentes no Rio de Janeiro. No Carandiru morreram maispresos, mas no Rio as mortes foram até mais atrozes. E o mais grave é que essas mortes foram anunciadas?, disse.Gomes refere-se aos alertas de que a decisão da Secretaria de Administração Penitenciária de reunir na mesma unidade presosde diferentes facções resultaria em ?banho de sangue?. Além de Benfica, os detentos rivais estão juntos também no presídio de segurança máxima Bangu 3. Uma placa de aço divide as galerias. ?Parece que a intenção do secretário é diminuir a população carcerária, permitindo que eles se matem?, ironiza o defensor.

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