AO VIVO

Acompanhe notícias do coronavírus em tempo real

Delegacias do Vale do Paraíba são atacadas

No Vale do Paraíba também foram registrados novos atentados a delegacias durante a madrugada, mesmo após a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) ter ordenado o fim dos ataques e rebeliões que espalharam o medo pelo Estado de São Paulo.Dois ataques a delegacias foram registrados nesta madrugada. Em Tremembé, uma bomba de fabricação caseira foi colocada embaixo do tanque de uma viatura policial, estacionada em frente à delegacia da cidade. Segundo a polícia, um casal foi visto por volta da meia-noite próximo à delegacia pouco antes da explosão da bomba.Em São Sebastião, Litoral Norte Paulista, o 3º Distrito Policial também foi alvo de tiros e de três bombas caseiras. Uma viatura parada em frente à cadeia pública também foi alvejada. Em nenhum dos casos houve feridos.O clima de terror da segunda-feira ficou refletido nas ligações telefônicas recebidas pela central da Polícia Militar do Vale do Paraíba. "De três mil ligações, recebemos oito mil ontem.", informou o comandante da PM na região, coronel Sérgio Teixeira Alves.Clima de tranqüilidadeNas ruas de São José dos Campos e Taubaté, as maiores cidades do Vale do Paraíba, havia poucas pessoas circulando no início da manhã. As empresas de ônibus colocaram menos ônibus, mas o clima era de bastante tranqüilidade. O comércio abriu normalmente, mas a maioria das escolas e faculdades estava fechada, devendo retomar a rotina nesta quarta-feira.SedeUm clube onde eram promovidos bailes funks para arrecadar dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital), na periferia de São José dos Campos, Vale do Paraíba, foi localizado na manhã desta terça-feira pela polícia civil. O flagrante aconteceu por volta das 10 horas. Policiais da Delegacia de Investigações Gerais chegaram ao local, chamado de Planeta Show, no Jardim Imperial, depois de investigações do setor de inteligência. Apontado como sede regional da facção criminosa, o clube era usado, segundo a polícia, "para sediar reuniões onde os integrantes das quadrilhas planejavam ações contra a polícia e o Ministério Público", informou o delegado responsável pela operação, Gilmar Guarnieri.Nas paredes, no banheiro e até nos caixas onde eram vendidos ingressos havia inscrições, em diferentes tamanhos, contra as instituições públicas e a favor do PCC. Provocações à polícia e as frases como "promotor vai morrer" e "sede do PCC" foram encontradas e deram pistas para a polícia. Na porta de entrada, anúncios de shows que aconteceriam este mês.Quando a polícia chegou, apenas dois homens, que lá trabalhavam como vigia, estavam no local e informaram à polícia que apenas tomavam conta do clube. "Disseram que faziam bico, ao que investigamos, eles não têm passagem pela polícia, mas vamos continuar apurando", disse Guarnieri. No local havia ainda munições, carregadores e oito rádios de comunicação HT. A Vigilância Sanitária também foi ao clube e constatou que as ligações de água e energia elétrica eram clandestinas. O clube foi lacrado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.