Delegada ligada a Beira-Mar é condenada

A juíza Therezinha Maria de Avellar Duarte, da 1ª Vara Criminal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, condenou a quatro anos e meio de prisão a delegada Maria Rodrigues Vasconcelos, de 49 anos, ex-diretora da Divisão de Captura e Polícia Interestadual (Polinter) de João Pessoa, na Paraíba, acusada de cumplicidade com o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.A delegada havia sido presa em março do ano passado, depois que a Polícia Federal gravou conversas telefônicas entre ela e o bandido.A Justiça concluiu que Maria atuava na segurança da quadrilha do traficante, repassando informações sigilosas sobre operações de captura dos bandidos e inibindo ações policiais contra o grupo.Maria ainda ajudava financeiramente o bando de Beira-Mar - que a inocentou em conversa, por telefone, com um delegado da PF que acompanhava a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico, no ano passado. Outras doze pessoas ligadas a Beira-Mar foram condenadas pela juíza.A delegada afirmou, ao ser detida, que tinha informações para comprometer boa parte da polícia paraibana se revelasse tudo o que sabia sobre a ligação dos policiais com traficantes.Ela ficou presa na Companhia de Policiamento de Trânsito, no centro do Rio. Após sua prisão, o secretário de Segurança Pública da Paraíba, Pedro Adelson, foi exonerado do cargo.A escuta feita pela PF revelou que a delegada mantinha contato constante com as irmãs de Beira-Mar Débora Cristina e Alessandra da Costa, que viviam na Paraíba, onde criavam filhos do criminoso.Elas eram protegidas por policiais ligados à delegada. Atualmente, ambas encontram-se presas no Rio. Em uma das ligações, Maria se comprometia com o traficante a vir ao Rio para interceder a seu favor junto à promotora Márcia Velasco e à juíza Therezinha, responsáveis pelo processo contra a quadrilha.

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