Delegada paraense nega registro de prisão em flagrante de L.

Daniele Bentes diz que apenas instaurou inquérito para apurar denúncia de furto praticado pela jovem

Carlos Mendes, especial para O Estado de S. Paulo,

04 de dezembro de 2007 | 18h40

A delegada Daniele Bentes, uma das envolvidas no caso da menor L., de 15 anos, que ficou durante 24 dias numa cela da cadeia de Abaetetuba com 20 homens, disse nesta terça-feira, 4, em depoimento na corregedoria da Polícia Civil não ter registrado nenhuma prisão em flagrante envolvendo a garota. Ela afirmou que apenas instaurou inquérito para apurar denúncia de furto que L. teria praticado no dia 21 de outubro, data em que foi levada para a delegacia e depois torturada e violentada sexualmente por alguns presos.  No cargo de superintendente interina da polícia na região do Baixo Tocantins paraense em substituição ao titular, Fernando Cunha, afastado depois que o caso ganhou as manchetes nacionais, a delegada permaneceu na sala da corregedoria por uma hora. Ela também negou, como os outros delegados até agora ouvidos, inclusive Cunha, que soubesse ter a menina 15 anos. "Consultei o banco de dados da polícia, mas lá constava que a adolescente era maior de idade e teria 19 anos", disse a delegada. O promotor da infância e da juventude Milton Menezes acompanhou o depoimento dela e preferiu não comentar as declarações de Bentes. "Prefiro aguardar o final dos depoimentos para que se possa chegar a uma conclusão dos fatos", resumiu Menezes. À tarde, dois investigadores da delegacia de Abaetetuba também prestaram depoimento. A delegada Flávia Viana será a próxima a depor, mas a data ainda não foi confirmada pela corregedoria. 

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