ARQUIVO PESSOAL
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Delegadas depõem no 1º dia de júri dos réus pela morte do menino Bernardo

Pai, madrasta e outras duas pessoas são acusados de participação no crime

Luciano Nagel, Especial para O Estado

11 de março de 2019 | 22h23

PORTO ALEGRE - Começou nesta segunda-feira, 11, o julgamento dos acusados pela morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos. A sessão começou às 9h30 no Fórum da cidade de Três Passos, no norte do Rio Grande do Sul, O julgamento é conduzido pela juíza Sucilene Engler. 

O menino foi assassinado em abril de 2014 e o corpo foi encontrado 10 dias depois, enterrado e envolto em um saco plástico. O pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini, foram presos pelo crime, assim como Edelvânia e Evandro Wirganovicz. O grupo responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Além disso, Leandro Boldrini responderá pelo crime de falsidade ideológica.

A primeira etapa da sessão foi a escolha dos jurados e, logo depois, a delegada responsável pelo caso, Caroline Bamberg Machado, começou a depor. O depoimento durou cerca de quatro horas e meia e Caroline respondeu a todas as questões feitas pela juíza, promotores e advogados. 

A policial explicou que a hipótese de assassinato ganhou força com os depoimentos sobre abandono e descaso do pai e da madrasta em relação a Bernardo. Durante a declaração, a delegada afirmou que considera a confissão de Edelvânia uma prova que, associada a outras, ajudaram na sua convicção do crime e ressaltou que "em nenhum momento Edelvânia foi coagida", disse.

A delegada Cristiane de Moura, de 44 anos, também prestou depoimento. 

 

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