Delegadas são afastadas após divulgação de vídeo em que Bruno culpa Macarrão

A partir de agora, inquérito será presidido por Edison Moreira; segundo defesa, imagens são ilegais

Eliane Souza, especial para o Estado

19 de julho de 2010 | 16h35

BELO HORIZONTE - O chefe da Polícia Civil mineira, delegado Marco Antonio Monteiro, anunciou nesta tarde o afastamento da delegada Alessandra Wilker do inquérito sobre o desaparecimento de Eliza Samudio. A decisão foi tomada após a divulgação de um vídeo na TV Globo em que o goleiro Bruno Fernandes diz desconfiar que seu amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, estaria envolvido no sumiço. No fim da tarde, Ana Maria dos Santos, que também trabalhava com Alessandra, foi afastada.

 

Veja também:

linkJustiça intima cinco suspeitos de envolvimento

linkCartão prova que Bruno e amante ajudaram no sequestro

linkMedo de que Eliza fosse ao CT seria estopim

especialCronologia multimídia do caso

 

A partir de agora, o inquérito será presidido pelo delegado Edison Moreira, chefe do Departamento de Investigações. Segundo Monteiro, houve uma reunião durante toda a manhã em função do vazamento das imagens.

 

Nesta tarde, Bruno era ouvido pela Polícia Civil de Contagem (MG) para esclarecer em quais circunstâncias o vídeo foi feito. O advogado do goleiro, Ércio Quaresma, afirmou que as imagens não serão consideradas "porque foram obtidas de forma ilegal."

O advogado disse ainda que todas as informações sobre o vídeo já são conhecidas. "São 9 passageiros, 2 tripulantes, um assessor da Polícia Civil e duas autoridades policiais. Sobram quatro agentes. Eles serão identificados e polícia vai tomar as providências."

 

Desconfiança. No vídeo, gravado durante a viagem do jogador do Rio para Belo Horizonte, onde está preso, Bruno parece não saber que está sendo filmado. "Não sei o que deu na cabeça dele (Macarrão). Hoje, com todos os fatos que têm (contra ele), é difícil acreditar nele". E acrescentou: "Pelo que estou vendo, tudo em volta, tudo que está acontecendo, estou chocado."

 

Bruno contou que chegou a pensar que Eliza tivesse desaparecido para prejudicá-lo. "Fiquei com medo. Ela já tinha armado contra mim no Rio de Janeiro", disse.

 

Nas imagens, ele relata uma conversa que teve com Eliza, dando sinais de que pretendia reconhecer a paternidade da criança. "Eliza, onde come um, comem dois. Onde comem dois, comem quatro. Se o filho for meu... Pra mim, era tranquilo."

 

Texto atualizado às 17h15.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.