Delegado acusado de corrupção é preso pela terceira vez

Pela terceira vez em cinco meses, o delegado André Di Rissio foi preso. Ele responde a acusações de corrupção ativa e tráfico de influência e apresentou-se espontaneamente no final da tarde de sexta-feira à Corregedoria da Polícia Civil, segundo a Secretaria da Segurança Pública, depois de tomar conhecimento de novo pedido de prisão preventiva determinado pela 25ª Vara Criminal da Justiça de São Paulo. Em seguida, o delegado, ex-presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, foi encaminhado ao Presídio da Polícia Civil, na zona norte.A decisão da 25ª Vara Criminal é conseqüência de denúncia dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), que o acusam de corrupção ativa e tráfico de influência, a chamada advocacia administrativa (defender o interesse de investigados). O delegado já responde a dois outros processos na Justiça Federal.No dia 3, ficou preso por apenas dez horas. Ele foi beneficiado por decisão da Justiça Federal, que acatou pedido de seu advogado, Eduardo Zinger, para tratamento médico.Di Rissio havia permanecido 14 dias internado em um hospital na capital paulista em observação. Antes dessa prisão relâmpago, em 11 de outubro o delegado também fora beneficiado por decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou sua liberação da prisão. Ele estava preso sob suspeita de envolvimento em crimes como formação de quadrilha, descaminho e corrupção.OperaçãoAs suspeitas surgiram durante a Operação 14-Bis, da Polícia Federal. Em junho, o delegado e outras 15 pessoas acabaram detidas pela Polícia Federal, acusados de atuar na liberação ilegal de mercadoria importadas no Aeroporto de Viracopos. Na casa de Di Rissio foram encontrados dois carros Jaguar, que, segundo a PF, estariam em nome de empresas envolvidas no esquema.Em 11 de janeiro, Di Rissio foi eleito presidente da Associação dos Delegados de Polícia, representada por 4.500 policiais. Recebeu cerca de 54% dos votos.

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