Delegado adia inquérito do acidente com deputado no Paraná

Responsável pelo inquérito pede mais tempo pois dois laudos sobre o acidente não estão concluídos

Evandro Fadel, O Estado de S. Paulo,

06 Julho 2009 | 17h28

O delegado responsável pelo inquérito sobre o acidente envolvendo o ex-deputado do Paraná Fernando Ribas Carli Filho pediu mais tempo para investigar o caso. O acidente completa dois meses nesta terça-feira, 7, e está nas mãos do delegado Armando Braga, da Delegacia de Delitos de Trânsito de Curitiba. No acidente, dois jovens morreram. Braga pediu mais 30 dias à Justiça para encerrar o inquérito.

 

A ampliação do prazo é necessária pois ainda faltam dois laudos que ainda são elaborados pelo Instituto de Criminalística. A informação foi confirmada pela assessoria do delegado, que está participando de um curso. Esta é a segunda vez que o delegado pede mais tempo para concluir o inquérito.

 

Os laudos, que não têm prazo para serem concluídos, devem refletir o que os peritos observaram na reconstituição do acidente feita no dia 22 de junho. Um deles deve descrever como ficaram os dois carros envolvidos e seus ocupantes após o acidente.

 

O segundo laudo deve mostrar a trajetória e velocidade dos carros, além do ângulo de visão de cada um dos motoristas. Segundo o delegado, os laudos são importantes para dar objetividade ao relatório do inquérito.

 

Informações preliminares apontam que o Passat dirigido pelo deputado decolou por cerca de 10 metros antes de atingir o Fit, onde estavam Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, que morreram.

 

Carli Filho estaria em alta velocidade e com dosagem alcoólica bastante superior à tolerada pela legislação. O ex-deputado, que renunciou antes da possível instauração de processo de cassação na Assembleia Legislativa, ainda se recupera dos ferimentos que atingiram principalmente o rosto. Ele estava com a carteira cassada, resultado de 130 pontos por desobediência à legislação.

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