Delegado afasta hipótese de suicídio de estudante

O chefe da Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins, afastou hoje a hipótese de a estudante Bruna Hoegemann Labate, de 22 anos, que morreu ao cair de um prédio, na madrugada de domingo, ter cometido suicídio. O corpo de Bruna foi enterrado pela manhã, no cemitério São João Batista, zona sul do Rio.O pai de Bruna, Victor Labate, e uma irmã foram de São Paulo para o sepultamento. A mãe de Bruna faleceu quando ela era criança. Além da família, cerca de 60 pessoas, entre amigos e colegas da faculdade de Marketing da UniverCidade estiveram no cemitério. Ninguém quis falar com a imprensa. Bruna dava aulas de balé para crianças e cursava o primeiro período de marketing.O delegado da 16ª DP, Eduardo Baptista esteve hoje no prédio onde aconteceu a festa. Segundo Baptista, a janela de onde Bruna teria caído ou sido jogada tem um parapeito alto. "A vítima pode ter feito uso de substância entorpecente e, por conta disso, pode ter ocorrido um acidente. Até o momento, não tenho indícios que apontem para um homicídio", disse.De acordo com depoimentos tomados até agora, Bruna estava sozinha no andar inferior da cobertura duplex. No andar de cima, cerca de cem pessoas comemoravam o aniversário de Patrícia Hermeto.Apenas um dos convidados percebeu que Bruna havia caído. Adam Victor Baraad disse ao delegado que estava indo ao banheiro quando ouviu um grito. Quando olhou pela janela, o corpo de Bruna estava mais ou menos 2 metros na frente do prédio. "O laudo pericial vai nos ajudar a saber se Bruna foi empurrada, se ocorreu um acidente ou se foi suicídio", disse o delegado.

Agencia Estado,

09 de abril de 2001 | 20h42

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