Delegado aguarda laudo para indiciar direção de Bangu I

O delegado da 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), Irineu Barroso, ainda não decidiu se vai indiciar a direção do presídio de segurança máxima Bangu 1 por causa da presença de telefones celulares e drogas na unidade. No último dia 18, promotores públicos apreenderam celulares, explosivos e meio quilo de maconha nas celas da penitenciária. "Vou esperar o laudo da perícia dos telefones, do fax apreendido e das fitas com as gravações telefônicas antes de decidir pelo indiciamento", afirmou Barroso. O documento deve ficar pronto em 60 dias.Num dos telefonemas interceptados, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, pergunta a um criminoso no Paraguai se recebeu um fax enviado por ele. Barroso quer saber se o aparelho usado era o do ex-diretor de Bangu 1, Durval Pereira de Melo.Melo e os 78 agentes penitenciários foram substituídos por ordem judicial. Barroso informou que tem encontrado dificuldade nos interrogatórios, porque até agora nenhum guarda aceitou revelar o esquema. "Vou ouvir mais 15 pessoas nos próximos dias. Ninguém falou ainda, mas alguém vai falar", acredita.No último sábado, um agente penitenciário e um policial militar foram presos em flagrante quando tentavam entrar na Casa de Custódia Jorge Santana, em Bangu, com armas, drogas e telefones celulares para os presos. O soldado Alexandre Santos Ismerim e o agente Josélio Gomes da Silva estão detidos. A diretoria do Departamento do Sistema Penitenciário abriu sindicância para apurar os casos de Bangu 1 e da casa de custódia. Não há prazo para a conclusão da investigação, de acordo com a assessoria de imprensa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.