Delegado crê que assalto a ônibus não foi retaliação

O subsecretário de Planejamento da Secretaria de Estado deSegurança, delegado Paulo Souto, disse não acreditar que o tiroteio num que terminou com três mortos e quatro feridos tenha sido uma retaliação do tráfico às operações policiais do fim de semana. Segundo Souto, os criminosos eram do Morro do Juramento, onde o tráfico é comandado pelo Terceiro Comando, facção alvo das ações da Polícia Civil desde sexta-feira. ?Foi apenas uma tentativa de assalto. O que eles não esperavam era encontrar reação?, disse Souto.A ação clasificada como uma tentativa de arrastão pela polícia aconteceu no sábado à noite, quando vinte rapazes com uniformes de futebol entraram num ônibis da linha Méier-Pavuna sem pagar a passagem. Mais à frente, parte do grupo desceu e os outros integrantes do bando anunciaram o assalto. O cabo da Polícia Militar Júlio César Coutinho, que estava à paisana e desarmado, chegou a entregar seu dinheiro, mas aproveitou a distração de um dos assaltantes para tomar a arma dele. Outro assaltante estava armado e teve início uma troca de tiros.Segundo a polícia, os três mortos foram reconhecidos como assaltantes. Os quatro passageiros feridos foram levados para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha. De acordo com Paulo Souto, o cabo Coutinho reconheceu um dos feridos como participante do bando, mas o delegado não soube informar qual deles.

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