Delegado da PF é detido após furar blitz da Lei Seca no Rio

Policial teria agredido um PM ao reagir à prisão e também estaria com a CNH vencida

Marcelo Gomes/RIO, O Estado de S. Paulo

09 Julho 2013 | 09h37

O delegado da Polícia Federal do Pará Marcelo de Souza Seiler, de 45 anos, foi detido no início da madrugada desta terça-feira, 9, após tentar furar uma blitz da Operação Lei Seca, no bairro de Vila Valqueire, na zona oeste do Rio de Janeiro. 

Ao passar pela Estrada Intendente Magalhães, Seiler não respeitou a ordem de parar. Ele foi perseguido e alcançado por uma viatura da PM poucos metros depois do bloqueio. Segundo a polícia, ele estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida, recusou-se a soprar o bafômetro e ainda teria agredido um policial militar ao reagir à prisão. O veículo que o delegado dirigia, um Honda Civic verde, com placa do Rio de Janeiro, também está com a Vistoria Anual Obrigatória vencida desde 30 de junho, de acordo com o site do  Detran-RJ.

Antes de ingressar na PF, Seiler foi policial civil no Rio. Ele foi levado para a 28ª Delegacia de Polícia (Campinho). O delegado de plantão, Geovan Omena, decidiu encaminhar o policial federal ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar exames de embriaguez e de corpo de delito. Seiler recusou-se a fornecer sangue para o exame e, por isso, o laudo da perícia foi inconclusivo. 

De volta à delegacia, Seiler foi autuado por  desobediência, desacato, resistência à prisão e lesão corporal (contra o policial militar). Como são crimes de menor potencial ofensivo, ele assinou um termo se comprometendo a comparecer em juízo e foi liberado, sem pagamento de fiança. O caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). A CNH e o veículo foram apreendidos. Seiler, que não estava representado por nenhum advogado, também foi multado pelas infrações.

“Ele se recusou a colaborar com o perito nos exames de ingestão de álcool. Por isso, o laudo foi inconclusivo e não pude autuá-lo por embriaguez ao volante, com base na Lei Seca. Já o exame de corpo de delito comprova a agressão sofrida pelo PM”, explicou Omena.

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