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Delegado diz que faltam provas para confirmar execução

O chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Álvaro Lins, disse nesta sexta-feira que, apesar da grande quantidade de tiros, o laudo preliminar de necropsia dos dois rapazes mortos pela polícia numa operação no Morro da Providência, na última segunda-feira, não é suficiente para determinar que eles foram executados.Luciano Custódio Sales, de 24 anos, levou cinco tiros e Charles Machado da Silva, de 16, três. Os disparos provavelmente foram feitos de uma distância curta, conforme constatou o laudo. Mesmo assim, o chefe de Polícia disse que ainda é preciso colher mais informações. "O que vai determinar se foi ou não uma execução é o conjunto das provas. Faltam depoimentos de testemunhas".Ainda serão realizados exames que detectam resíduos de pólvora nas mãos de Sales e Silva, que vai dizer se eles estavam armados ou não. Segundo os policiais que atiraram neles, ambos tinham armas. Já a testemunha que confirmou a execução a deputados da comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) contou que os dois estavam dominados e desarmados.Álvaro Lins afirmou que não descarta o indiciamento na semana que vem do pedido de prisão dos cinco policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil que participavam da ação, quando acabar o período eleitoral, durante o qual é proibido efetuar prisões, a não ser em casos específicos, como os de flagrante. Os agentes estão afastados do serviço.

Agencia Estado,

01 de outubro de 2004 | 18h52

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