Delegado diz que FHC teve "êxito" no combate a narcotraficantes

A força-tarefa criada pelo governo Fernando Henrique Cardoso para combater a criminalidade no Rio teve o "êxito de dificultar a entrada de drogas no Estado". A avaliação é do coordenador da operação e delegado da Polícia Federal, Getúlio Bezerra. "Não sou o salvador da pátria nem o xerife do Rio", disse Bezerra, em agosto.Hoje, ele afirma ter optado por atacar as fontes de produção e as redes de distribuição de droga fora do Rio. No Estado, foi reforçado o trabalho de inteligência e começou a se ampliar a infra-estrutura e a informatização da PF.O combate direto nas ruas ficou a cargo do governo do Estado. Bezerra está convencido de que a estratégia foi acertada. Ele diz que, a partir da ação, os traficantes começaram a guerrear entre si. Segundo ele, a força-tarefa tirou dos criminosos a capacidade de levantar dinheiro.O delegado, que continua no comando de repressão às drogas, ressalta que foi intensificado o trabalho de inteligência, o que favoreceu o combate ao tráfico. Com a atuação da força-tarefa no Rio, o governo previa, em 2002, uma migração da criminalidade, mas não prometia resultados imediatos.No balanço que faz da operação, Bezerra cita o aumento da apreensão de drogas, destruição de pistas utilizadas pelo narcotráfico na Região Norte e erradicação de plantios de maconha no Nordeste, além de alianças com governos do Paraguai, Colômbia Suriname e Guiana.Veja o especial:

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