Delegado diz que guardava em casa US$ 60 mil da mãe

A Polícia Federal ouviu na segunda-feira, 16, o depoimento de três suspeitos de integrar a máfia dos caça-níqueis. O delegado federal Carlos Pereira da Silva disse que guardava US$ 60 mil em casa para a mãe, que havia vendido um apartamento em Copacabana. Já a delegada federal Susie Pinheiro de Mattos e o marido Luiz Paulo de Mattos, delegado aposentado, alegaram que os US$ 12 mil apreendidos na casa deles eram ?sobras? de uma viagem a Portugal. Susie disse à polícia que há dois anos deixou de participar de operações da PF. Atualmente, ela era corregedora da Agência Nacional de Petróleo (ANP), segundo relato do advogado Paulo Henrique Lins. Ela foi questionada pela polícia se conhecia outros suspeitos de participar do esquema de exploração das máquinas de caça-níqueis. A delegada respondeu que conhecia Carlos Pereira da Silva por ter entrado na mesma época na polícia. Susie afirmou ainda que conhecia Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, ?da mídia?. Estardalhaço Ela informou que o policial Marcos Antônio Bretas, também preso pela Operação Hurricane, era ?amigo de chope? do seu marido. ?Pelo que entendi, ela foi presa por ser casada com o Luiz Paulo?, reclamou o advogado Paulo Henrique Lins. ?A Susie está abalada porque é uma vítima, querem colocá-la como integrante de uma máfia, uma quadrilha.? O delegado aposentado Luiz Paulo de Mattos, marido de Susie, não aceitou prestar depoimento. Ele disse que só responderia as perguntas se tivesse acesso aos autos de todo o processo. A defesa do casal reclamou ainda da ?indiscrição? da Polícia Federal, que teria feito um ?estardalhaço?, transferindo os dois do Rio para Brasília.

Agencia Estado,

17 Abril 2007 | 01h49

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