Delegado diz que Marrone pilotava helicóptero e será enquadrado

Delegado diz que cantor será acusado de cometer crime de menor potencial ofensivo

Chico Siqueira, especial para O Estado de S. Paulo

09 Agosto 2011 | 18h47

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - A Polícia Civil de São José do Rio Preto, a 440 km de São Paulo, vai pedir a punição do cantor Marrone - da dupla sertaneja Bruno & Marrone - por ter pilotado, sem autorização, o helicóptero que caiu naquela cidade em 2 de maio deste ano.

O delegado José Luís Chain, responsável pelo inquérito da queda do aparelho, diz que Marrone pilotou o helicóptero durante o trajeto entre Curitiba (PR) e São José do Rio Preto, onde o aparelho caiu depois de fazer um reabastecimento no aeroporto Eribelto Manoel Reino. Com a queda, ficaram feridos, além de Marrone, o piloto Almir Carlos Bezerra, que perdeu parte de uma das pernas, e o assessor e primo do cantor, Jardel Alves Borges, que ficou internado por vários dias na UTI.

Chain citou um trecho do depoimento dado pelo cantor à Polícia Civil paulistana em junho deste ano, cuja carta precatória ele teve acesso nesta terça-feira: "Durante o trajeto entre Curitiba e São José do Rio Preto, eu auxiliei o piloto por algumas vezes, quando ele bebeu água e verificou a carta de voo", declarou Marrone no depoimento, segundo Chain.

De acordo com o delegado, a declaração serve para comprovar que Marrone pilotou o aparelho durante o percurso, mas não garante que isso tenha ocorrido próximo ao momento da queda. "Ele negou que estivesse auxiliando ou pilotando durante a queda ou nos momentos que antecederam a queda da aeronave", diz. Por isso, segundo ele, Marrone será acusado de cometer crime de menor potencial ofensivo, que é pago com multa, prestação de serviços ou pagamento de cesta básica.

A declaração de Marrone, embora confirme que ele tenha estado no comando do helicóptero sem licença para pilotar, pode lhe causar, no máximo, uma condenação por contravenção penal. Isso porque, segundo Chain, Marrone será acusado de desrespeitar o artigo 33 da lei das contravenções penais, que é de 1940, e estabelece pena de 15 dias a 3 meses de prisão simples por "dirigir aeronave sem estar devidamente licenciado". O delegado lembrou que o próprio piloto já tinha declarado que Marrone havia pilotado o aparelho em outras circunstâncias. No depoimento, segundo o delegado, Marrone disse que decidiu aprender a pilotar porque teme que seu piloto possa ter algum mal súbito durante o voo

Segundo o delegado, a polícia deve ouvir agora as declarações de Jardel, antes de encerrar o inquérito. Segundo ele, outro inquérito sobre as responsabilidades criminais da queda deve ser arquivado, isso porque, ele acredita, nem Marrone nem Jardel, deverão representar criminalmente contra o piloto Almir Bezerra, considerado pela polícia como causador da queda.

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