Delegado diz que viúva mandou matar milionário da Mega

O delegado Roberto Cardoso, que investiga o assassinato do ganhador da Mega-Sena, René Senna, de 54 anos, morto em 7 de janeiro, no município de Rio Bonito (RJ), ouviu nesta quinta-feira, 22, a viúva Adriana Almeida, 29 anos, acusada de envolvimento no crime. Após cinco horas de depoimento, o delegado diz estar convencido de que ela foi a mandante do crime. Apesar de requerer à Justiça mais 30 dias para concluir a investigação, ele já anuncia que fará um relatório convicto de que há indícios suficientes para a manutenção da prisão dela e também para que o Ministério Público a denuncie pelo crime. Na próxima segunda-feira, 26, o delegado pedirá a prorrogação da prisão temporária de Adriana, que vence na quarta-feira. Ele enumerou alguns motivos deste convencimento: "Ela não vivia bem com Senna; tinha amante; foi expulsa de casa na quinta-feira e, depois, voltou; havia desavenças e muitas brigas; o René dizia que não a queria mais como mulher; na quinta-feira, dia 4 de janeiro, quando ela brigou e saiu de casa, foi para Arraial do Cabo com o amante, o Robson. Brigava em casa e ligava para o amante. Temos vários motivos que poderiam ter ensejado o crime", explicou. Para ele, ela mandou e os ex-seguranças executaram o marido, com o conhecimento de Janaína, amiga de Adriana. Apesar de os outros cinco suspeitos de participação no crime - quatro ex-seguranças de Senna e a amiga de Adriana - estarem preso há menos tempo, o delegado pedirá também à Justiça a prorrogação das prisões do sargento da PM Ronaldo Amaral de Oliveira, o China; do cabo PM Marco Antônio Vicente; do ex-PM Anderson Silva de Souza; da mulher dele, Janaína Silva Oliveira Costa, e de Ednei Gonçalves Pereira, outro ex-segurança. Ex-seguranças Caso não consiga prorrogar a prisão dos acusados, Cardoso pedirá a prisão temporária dos ex-seguranças no inquérito sobre o assassinato do soldado da PM David Vilhena Silva, também ex-segurança de Senna, em setembro, na Ilha do Governador, zona norte do Rio, em uma emboscada. Nesta quinta, no depoimento, a viúva deu novos indícios de que David pode ter sido morto pelos ex-seguranças. Os quatro foram demitidos do trabalho depois que o soldado PM relatou à Senna um plano de seqüestro da filha de Adriana. Antes disso, segundo ela, David já havia denunciado à Polícia Rodoviária Federal o uso ilegal de armas por parte de do ex-PM Souza e de Ednei, que acabaram detidos. O assassinato ocorreu uma semana depois de os quatro terem sido demitidos.

Agencia Estado,

22 Fevereiro 2007 | 19h45

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