Delegado é condenado a 17 anos de prisão por tortura

O delegado Marco Túlio Fadel foi condenado a 17 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por crime de tortura e falsidade ideológica pela juíza Andréa Faria Mendes Fonseca, de Igarapé, região metropolitana da capital mineira. Fadel atuava como delegado na cidade até outubro do ano passado, quando foi afastado e preso. A sentença, divulgada hoje, foi dada na terça-feira. A juíza acatou denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), segundo a qual o delegado, contando com a colaboraçãode outros policiais e agentes públicos, constrangeu e torturou adultos e adolescentes entre 14 e 16 anos na Delegacia de Igarapé, em agosto e setembro do ano passado.De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), a decisão é de primeira instância e cabe recurso. Asentença da juíza de Igarapé também condena os funcionários públicos Roni Malagoli de Resende, a três anos de reclusão;Bárbara Janine Ribeiro e Silva, a dois anos e 11 meses; Lúcia Rosa Alves, a dois anos e 11 meses; e Jucênio Morais Mendes de Oliveira, a um ano e quatro meses. Todos perderam os cargos que ocupavam. O delegado está foragido há quase três meses, desde quando foi solto a partir de um mandado assinado pela juíza Maria José Starling, de Esmeraldas, também na região metropolitana, que num plantão de final de semana respondia pela comarca deIgarapé.

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