Delegado mudará corregedoria

Chefe da polícia quer que órgão saia à rua para investigar

O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2014 | 00h00

As denúncias de corrupção na Polícia Civil de São Paulo preocupam o novo delegado-geral, Maurício José Lemos Freire. Ontem, ao tomar posse, ele anunciou que a Corregedoria da Polícia Civil passará a ''''trabalhar de forma proativa'''' para prevenir a corrupção. ''''O combate à corrupção será implacável. Isso a gente não vai admitir nem aceitar. Vamos tomar medidas enérgicas e duras.'''' O trabalho que Freire pretende que a corregedoria faça é sair a campo para investigar possíveis casos de corrupção, em vez de simplesmente esperar pelas denúncias feitas por vítimas de achaques ou pela imprensa. Trata-se de uma corregedoria preventiva. ''''Não vamos esperar que o policial cometa algum ato em seu serviço para que a gente tome providências. Estamos estudando, fazendo uma radiografia da corregedoria.'''' Freire afirma que o modelo em estudo é semelhante ao de outros países e incluiria a ação de psicólogos e a chamada investigação social - saber se o policial tem problemas de alcoolismo, consumo de drogas ou se está se relacionando com pessoas com maus antecedentes. ''''Isso será uma novidade.'''' O plano para a corregedoria será a primeira tarefa de Freire no cargo, que era ocupado pelo delegado Mário Jordão Toledo Leme. Jordão permaneceu nove meses na função e teve de enfrentar grandes casos de corrupção. Entre eles está o da contabilidade do advogado Jamil Chokr, que envolvia 84 dos 93 distritos policiais da cidade no recebimento de propina paga pela máfia dos caça-níqueis em São Paulo. Jordão, que foi convidado pelo prefeito Gilberto Kassab para assumir a Subprefeitura da Sé, disse que deixou o cargo por razões de foro íntimo. Freire, que deveria reunir-se com o Conselho da Polícia Civil ontem, adiantou também que haverá mudanças na cúpula da instituição. Reconhecido como um especialista em operações especiais, como resgate de reféns, afirmou que vai continuar a privilegiar o trabalho de inteligência policial no combate ao crime organizado. ''''Vamos procurar ver se os programas estão adequados e atuais e ver o que podemos instalar na área de inteligência policial.'''' ALTERAÇÕES Ele ainda quer aprimorar com a Polícia Federal, a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária e os Ministérios Públicos Federal e Estadual a troca de informações para combate à lavagem de dinheiro das organizações criminosas. ''''Não podemos ficar enxugando gelo. O que nos preocupa é a utilização da inteligência policial.''''

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