Delegado não crê em execução de coordenador de Bangu

O coordenador de segurança do Complexo Penitenciário de Bangu, Paulo Roberto Rocha, assassinado na noite de ontem, pode ter sido vítima de uma tentativa de assalto, na opinião do Chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, e não de uma execução premeditada."A forma do crime não leva à convicção de que houve execução. Normalmente, nesses casos há muitos tiros e é preferível que o carro não esteja em movimento. Se a pessoa queria matar o Rocha, não ia escolher a Avenida Brasil, com o carro a 100 km/h e dar um único tiro. Mas não descartamos nenhuma possibilidade", disse Lins.Rocha foi morto com um tiro no tórax por homens que estavam numa motocicleta quando trafegava na pista sentido centro da Avenida Brasil, sozinho, num carro oficial do Departamento do Sistema Penitenciário. De acordo com familiares, ele vinha recebendo ameaças por telefone. Em dezembro passado, havia sofrido um atentado e, três meses antes, tivera um irmão - o sargento da Polícia Militar Edmilson Rocha - assassinado. Na época, ele participou das investigações e denunciou traficantes da Favela da Coréia, na zona oeste, como responsáveis. Ele iria participar de audiência no Fórum como testemunha. O secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, disse que a morte do sargento pode estar relacionada com o crime.Rocha coordenava havia dois meses a segurança das 15 unidades do complexo de Bangu. No momento do crime, não usava colete à prova de balas, que teria sido deixado no banco do carona. Os criminosos não levaram a pistola de Rocha. Seus objetos pessoais também não foram roubados.

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