Delegado não descarta envolvimento de outras pessoas na morte de juíza

Chefe da Divisão de Homicídios afirmou que se houver mandante do crime, será identificado

Tiago Rogero , estadão.com.br

13 Setembro 2011 | 13h08

RIO - O chefe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, delegado Felipe Ettore, não descarta a participação de outras pessoas no assassinato da juíza Patrícia Acioli, em 11 de agosto. "Já está certo que esses três (policiais militares) participaram efetivamente do crime. Se, no curso das investigações, houver mais alguém, com certeza será investigado", disse o delegado, que vai ouvir na tarde de hoje os depoimentos dos PMs presos.

Veja também:

link Prisão temporária de PMs suspeitos de morte de juíza é decretada

link Para família, há mais militares envolvidos

link Estado ainda lidera em autos de resistência

link PMs suspeitos de morte da juíza serão ouvidos nesta terça-feira

 

O delegado também afirmou que, se houver um mandante do crime, como chegou a ser denunciado por familiares de Patrícia, ele será identificado. "Estamos verificando se conseguimos arrecadar mais armas para que seja realizado o confronto balístico e possamos chegar às armas usadas no crime", disse. "Foram muitas armas (apreendidas) e a checagem é demorada, tem de ser feita com bastante critério e cuidado".

 

Ettore comentou a informação de que imagens do circuito de vigilância da ponte Rio-Niterói teriam gravado um dos PMs fugindo para a capital fluminense após o assassinato de Patrícia. "Todas as imagens estão sendo checadas e encaminhadas à perícia. É um trabalho demorado, são provas técnicas e por conta disso acreditamos que vamos concluir essa parte em cerca de 30 dias, que é o prazo da prisão temporária."

 

A advogada dos PMs, Alzira de Castro Garcia, esteve na DH. "Tranquilos, acredito que eles não podem estar. Não tive acesso a nada, ainda. Foi avisado a eles que seriam ouvidos. Não alegaram nada, foram pegos de surpresa, eu fui pega de surpresa", disse Alzira.

 

Ontem, o delegado Ettore, disse que a advogada de um dos PMs avisou a ele que Patrícia iria decretar as prisões dos três, que então decidiram executá-la. O nome da mulher não foi divulgado, mas Alzira negou ter sido ela. "Eu nem os conhecia", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.