Delegado nega que Daniel tenha sido encontrado em "desova" de cadáveres

O delegado seccional de Taboão da Serra, Romeu Tuma Jr., rejeitou as acusações de alguns moradores de Juquitiba, de que o local onde o corpo do prefeito de Santo André, Celso Daniel, foi encontrado hoje, é uma região de desova de cadáveres. " No ano passado, tivemos somente quatro homicídios em Juquitiba, e somente o corpo de uma mulher foi abandonado naquela área", comentou, citando o mesmo caso apresentado anteriormente pelos moradores. Tuma Jr. disse também que alguns corpos encontrados no Rio Juquiá não foram necessariamente jogados no rio em Juquitiba. " Há casos em que os corpos foram abandonados em outras cidades e, pela correnteza, chegaram a Juquitiba", disse. O delegado explicou que a polícia civil realizou hoje buscas na região, com viaturas e um helicóptero, para tentar encontrar possíveis cativeiros. "O prefeito Celso Daniel ficou durante 24 horas em algum lugar. É preciso tentar descobrir este cárcere privado?. No total, Tuma Jr. disse ter ouvido seis testemunhas, sendo que duas teriam visto os dois carros suspeitos (uma Kombi e uma Blazer); outros dois ouviram cerca de 8 tiros entre 1 hora e 1h30 da madrugada de hoje; o do caseiro José Carlos de Souza, que encontrou o corpo e telefonou para polícia; e o de Ivan Moraes Redua, que trabalha no serviço municipal funerário, e que reconheceu o corpo como sendo do prefeito. "Os depoimentos confirmam o que o laudo da perícia deverá apontar: foram oito tiros, e o assassinato ocorreu entre 1 hora e 1h30 da madrugada de hoje", disse. De acordo com Romeu Tuma Júnior, as testemunhas informaram não ter telefonado à polícia antes das 7h40 de hoje porque não viram nenhum corpo. "A pessoa olha para fora de casa ao ouvir um tiro e não vê nada, prefere manter-se calado em sua residência. Hoje, quando ficaram sabendo do crime, fizeram seu relato à polícia", analisou. O delegado seccional não quis tecer comentários aprofundados sobre informação de que o senador Eduardo Suplicy (PT), e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foram procurados por pessoas que se diziam pertencentes à quadrilha seqüestradora. "Se o senador Suplicy conversou com esses supostos seqüestradores e ainda abriu contato com o governador Geraldo Alckmin, isso precisará ser bem investigado, porque esse fato poderá contribuir para solução do crime", afirmou. Romeu Tuma Jr. afirmou ainda que a Delegacia Seccional do Taboão da Serra permanece investigando a tentativa de homicídio sofrida pelo prefeito de Embu, Geraldo Cruz(PT), perpetrada em novembro do ano passado. "Estamos avançando nesta investigação em breve solucionaremos este crime", prometeu, sem informar detalhes "por questões de sigilo de investigação".Recompensa e fugaO delegado Romeu Tuma Jr. disse que a decisão do governador Geraldo Alckmin, de premiar financeiramente quem oferecer informações que levem ao esclarecimento da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, pode ajudar na elucidação do crime. Afirmou, no entanto, que a polícia continuará trabalhando, independente de qualquer recompensa. " É óbvio que se obtivermos informações precisas, isso vai nos ajudar". Segundo ele, a polícia está recebendo várias denúncias que estão sendo investigadas. "Serão muito úteis, por exemplo, informações de um possivel cativeiro, já que o prefeito ficou em poder dos seqüestradores desde a noite de sexta-feira". Hoje, a polícia vasculhou o local onde o corpo foi encontrado, na tentiva de achar o cativeiro, mas foi em vão. Tuma disse que a posição em que o corpo foi encontrado sugere que a vítima estava em fuga. "Provavelmente ele estava tentando escapar, mas dependo de ver o laudo com a descrição dos tiros para confirmar essa hipótese?.

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